Repudio - é algo que posso sentir por ti. Começou por ser pena, depois raiva, depois aversão, depois ódio, depois piorou: é nojo o que sinto.
Agora consigo entender parte das tuas fracassadas razões de vida e, digo-te, lamento imenso que tenhas que viver na sombra de algo que desejas. Não sei o que é isso, admito. Que sentimento horrível o de viver a desejar ter a vida de outrem, não? Uma amargura, sem dúvida. Quão fútil é o teu objectivo de vida, quão inútil.
Tenho na vida o que quero porque lutei por isso; sangue e suor como se diz. Não é sorte; é querer, vencer e conquistar; é ser-se o melhor de si; é ser eu, não tu, eu. Invejas-me. Invejas-me tanto que a única solução em que procuras reconforto passa por enaltecer os meus aparentes defeitos, coisa que tu nem sabes correctamente exaltar porque, da pessoa que eu sou, tu nem 1% a conheces. Vês o ridículo que és? Glorifica-me, engrandece-me... Estás a vontade se assim o desejares - prometo - mas, fica consciente disto: és ridiculamente triste.