Repudio - é algo que posso sentir por ti. Começou por ser pena, depois raiva, depois aversão, depois ódio, depois piorou: é nojo o que sinto.
Agora consigo entender parte das tuas fracassadas razões de vida e, digo-te, lamento imenso que tenhas que viver na sombra de algo que desejas. Não sei o que é isso, admito. Que sentimento horrível o de viver a desejar ter a vida de outrem, não? Uma amargura, sem dúvida. Quão fútil é o teu objectivo de vida, quão inútil.
Tenho na vida o que quero porque lutei por isso; sangue e suor como se diz. Não é sorte; é querer, vencer e conquistar; é ser-se o melhor de si; é ser eu, não tu, eu. Invejas-me. Invejas-me tanto que a única solução em que procuras reconforto passa por enaltecer os meus aparentes defeitos, coisa que tu nem sabes correctamente exaltar porque, da pessoa que eu sou, tu nem 1% a conheces. Vês o ridículo que és? Glorifica-me, engrandece-me... Estás a vontade se assim o desejares - prometo - mas, fica consciente disto: és ridiculamente triste.
Quatro Estações
"São os pequenos acontecimentos diários que tornam a vida espectacular" - William Shakespeare
quinta-feira, 13 de março de 2014
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
Silêncio, riso, silêncio.
Entre nós fez-se o silêncio. Depois ri-me e ele perguntou o porquê de tal riso desmedido. Então, voltei-me a rir - depois calei-me. Não lhe soube responder ao porquê; na verdade não tenho resposta certa para dar, simplesmente escapou. Não sei o propósito de me rir duplamente, não sei porque me calei. Acontece-lhe o mesmo, curioso. Riso quente, inocente, sem malícia. Nem me atrevo a tentar acertar quantas vezes isto já aconteceu, seriam mais do que alguém poderá imaginar. Não se conta pelos dedos, asseguro. É bom, rir sem razão particular, aquece o coração ser feliz sem precisar de o dizer constantemente. Ser feliz, ponto. Não faz de mim alucinada nem desvairada, certo?
domingo, 26 de janeiro de 2014
Interessei-me
Interessei-me pelo jeito invulgar que dele surgia. Destacou-se do meio da multidão, na verdade, ele nunca me foi indiferente. Uma atracção que explicação não tem, fim também não o encontro. Não lhe fui indiferente, não sei por quanto tempo o fui nem sei por quanto tempo o serei; sensação que irrequieta toda a paz que alguma tive. Respiro. Aprendi a viver com ele e por ele, cresci, moldei-me e amei. Nada nos podia ter preparado para isto; cliché. Gosto de pensar que tudo isto se reflecte, igualmente, do seu lado. Não sou espelho de ninguém, até tenho dúvidas se me espelho do modo que verdadeiramente sou hoje. Mas ele, que se destacava da multidão, é o reflexo que mais se parece com o meu; inevitável, talvez. Quem o saberá? O destino nada me diz, inexistente. Um facto acontece por certa ordem num tempo completamente aleatório a quem surge no seu caminho, qualquer um que seja. O resto? São absolutas coincidências, parece-me.
Interessei-me pelo seu jeito por coincidência: momento certo, sentimento certíssimo. Algo que não consigo explicar numa folha branca de papel: a fonte de tanta simplicidade associada a uma maior cumplicidade que termina num amor inesquecível, amor de uma vida - atrevo-me a dizer. Se alguma vez algo foi errado, tal nunca o pareceu. Conquistamos o Mundo, mais do que uma vez creio. Perfeição.
A corda tremeu. Intimamente, sempre soube que ela iria tremer, porventura, mas nunca soube de que lado a vibração começaria. Previsível, até; parva de mim. A corda tremeu. Fez-me cair do céu onde me encontrava, aliada dele que se destacava da multidão. A fragilidade do coração fascina-me: o meu partiu-se no mais pequeno toque da queda, não no maior impacto. Como diria o outro: são pormenores.
O amor sempre foi uma ciência perigosa (demais até) mas o tempo para voltar a sentir é o agora: vivo e amo.
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