Interessei-me pelo jeito invulgar que dele surgia. Destacou-se do meio da multidão, na verdade, ele nunca me foi indiferente. Uma atracção que explicação não tem, fim também não o encontro. Não lhe fui indiferente, não sei por quanto tempo o fui nem sei por quanto tempo o serei; sensação que irrequieta toda a paz que alguma tive. Respiro. Aprendi a viver com ele e por ele, cresci, moldei-me e amei. Nada nos podia ter preparado para isto; cliché. Gosto de pensar que tudo isto se reflecte, igualmente, do seu lado. Não sou espelho de ninguém, até tenho dúvidas se me espelho do modo que verdadeiramente sou hoje. Mas ele, que se destacava da multidão, é o reflexo que mais se parece com o meu; inevitável, talvez. Quem o saberá? O destino nada me diz, inexistente. Um facto acontece por certa ordem num tempo completamente aleatório a quem surge no seu caminho, qualquer um que seja. O resto? São absolutas coincidências, parece-me.
Interessei-me pelo seu jeito por coincidência: momento certo, sentimento certíssimo. Algo que não consigo explicar numa folha branca de papel: a fonte de tanta simplicidade associada a uma maior cumplicidade que termina num amor inesquecível, amor de uma vida - atrevo-me a dizer. Se alguma vez algo foi errado, tal nunca o pareceu. Conquistamos o Mundo, mais do que uma vez creio. Perfeição.
A corda tremeu. Intimamente, sempre soube que ela iria tremer, porventura, mas nunca soube de que lado a vibração começaria. Previsível, até; parva de mim. A corda tremeu. Fez-me cair do céu onde me encontrava, aliada dele que se destacava da multidão. A fragilidade do coração fascina-me: o meu partiu-se no mais pequeno toque da queda, não no maior impacto. Como diria o outro: são pormenores.
O amor sempre foi uma ciência perigosa (demais até) mas o tempo para voltar a sentir é o agora: vivo e amo.
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